quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

MÚSICA: VERSÃO ITALIANA OU VERSÃO BRASILEIRA, QUAL VOCÊ PREFERE?



Sabe aquele gostoso fim de tarde de um sábado ensolarado da metade de fevereiro, que você está dirigindo de vidro aberto e de repente no rádio começa a tocar aquela musica tão familiar que te deixa até confortável? Mas de repente você é surpreendido pois o cantor começa a cantar em outra língua! 

Isso aconteceu comigo várias vezes e resolvi junta- lás neste post.
São musicas, ritmos e melodias muito conhecidas tanto na Itália quanto no Brasil, tão famosas que já fazem parte da cultura dos dois Países... só que, poucos sabem que a origem delas é mera imitação.
Não quero chama-los de plágios, e sim de belas inspirações e misturas de duas culturas riquíssimas.

E você qual versão prefere a Italiana ou a Brasileira?
A viagem no tempo vai da mais recente à mais antiga:

2012 - A cantora italiana Arisa canta La notte, retomada pela Tiê em 2014
Tie
Arisa



Arisa - La notte 2012

Tiê "A Noite" 2014

 

 

 

 1999 - A banda brasileira Los Hermanos fez sucesso com Ana Julia, retomada pelo cantor italiano Daniele Groff dois anos depois, com o mesmo nome 

Daniele Groff

Los Hermanos

Daniele Groff-  Anna Julia 2001

Los Hermanos - Ana Julia 1999
 

 

1996 - O cantor italiano Umberto Tozzi, em dupla com o cantor Raf gravaram a musica Gente di mare, adaptada pelo grande Fabio Junior um ano depois intitulada Felicidade

Fabio Junior

Raf e Umberto Tozzi

Tozzi e Raf – Gente di mare 1996

Fabio Junior - Felicidade 1997
 

 

1994 - O cantor italiano Gianluca Grignani canta La mia storia tra le dita, retomada pela Ana Carolina em 2002, com o titulo Quem de nos dois:

Ana Carolina

Gianluca Grignani

La mia storia tra le dita 1994


Ana Carolina - Quem De Nós Dois (La Mia Storia Tra Le Dita) 2002

 

  1982 - O cantor Umberto Tozzi apresentou a musica Eva, retomada em 1997 pela Ivete quando era integrante da banda com o mesmo nome.

Umberto Tozzi

Ivete Sangalo



Umberto Tozzi – Eva 1982

Ivete Sangalo – Minha pequena Eva  1997

 

1980 - O cantor napoletano Eduardo Bennato canta Sono solo canzonette, ritmo que lembra muito a
sica do Maluco Beleza, Raul Seixas Cowboy fora da lei 

Edoardo Bennato

Raul Seixas

Edoardo Bennato - Sono solo canzonette 1980

 


Raul Seixas Cowboy fora da lei 1987


   1980 - No mesmo ano e mesma cidade, Napoli, outro cantor, Pino Daniele considerado um dos padres da musica napoletana contemporanea (blues - pop) escreveu e interpretou em dialeto napolitano  Quanno chiove, retomada pela Patricia Marx em 1994 na versao brasileira Quando chove

Pino Daniele

Patricia Marx

Pino Daniele - Quanno chiove 1980

 


Patrícia Marx - Quando Chove 1994







1967 - O cantor Adoniran Barbosa interpreta a famosissima O trem das onze, retomada so` em 2006 pelo italiano Riccardo del Turco intitulda Figlio Unico

Adoniran Barbosa

Del Turco


Adoniran Barbosa - O trem das onze 1967

Riccardo Del Turco - Figlio Unico 2006







1966 - Nos anos 60, um jovem italiano Gianni Morandi fazia sucesso cantando C`era un ragazzo che come me, retomada dois anos depois pela banda paulistana Os Incriveis:

Gianni Morandi
Os Incriveis


Gianni Morandi C'ERA UN RAGAZZO 1966

Os Incriveis Era um garoto que como eu amava Os Beatles e os Rolingstones - 1968




1966 -  O mestre Chico Buarque de Hollanda escreve A banda, traduzida pela cantora italiana Mina um ano depois, conseguindo um grande sucesso na Italia:
Chico Buarque

Chico Buarque -A banda 1966
 

Mina – La banda 1967

 
Mina

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Do casebre ao Imperio: Historia de um italiano no Brasil

Do casebre ao Imperio: Historia de um italiano no Brasil

assista o video!!!
http://www.youtube.com/watch?v=HqOxgzWMavI
Castellabate - Campania, Italia


1861 foi um ano muito importante pela Italia e conseqüentemente pelo resto do mundo.
Castellabate 


Na Itália o rei Vitorio Emanuele II proclamou a unificação do pais que deixou o sul da bota numa profunda e longa miseria cujo os danos são tangíveis ainda hoje. 

Esta mesma crise obrigou milhares de italianos, os súditos do novo reino que tinha como capital Turin, a abandonar as próprias terras procurando um futuro mais prospero nas Americas e na Australia. Inesquecivel é a imagem do imigrante italiano que está prestes a embarcar num navio que o leve para nova vida e que está carregando uma maleta de papelão fechada com um fio de barbante com dentro um salame, um pacote de macarrão e um
Francesco Matarazzo

santinho. 
Em 1881 entre esses italianos decisos a cruzar os oceanos em busca de melhores condições de vida havia um jovem de 27 anos, um tal de Francesco Matarazzo saído da cidadezinha de Castellabate, no sul da Italia, com dinheiro emprestado. 
Ele logo que chegou se estabeleceu em Sorocaba, e em alguns anos depois estabelece uma empresa de produção e comércio de banha de porco tornando-se aos pouco, com a ajuda dos irmãos, o criador do maior complexo industrial da America Latina do inicio do século XX. 
seu império empresarial se expande rapidamente, chegando a reunir 365 fábricas por todo o Brasil. 
Francesco Matarazzo não pertencia à nobreza italiana, mas em 1917 recebeu do rei Vítorio Emanuele III o título nobiliárquico de conde em reconhecimento à ajuda milionária em dinheiro e demais mercadorias que enviou à Itália durante a Primeira Guerra. 
Imigrantes italianos chegando apos 40 dias de navegacão

O sucesso do conde Francesco Matarazzo chegou ao ouvido dos jovens de Castellabate, que também estavam á procura de uma vida melhor, e decidiram alcançar e trabalhar para ele. 
Hoje em dia muitos desses jovens voltaram á Castellabate, essa cidadezinha de 7000 habitantes, que têm uma ligação muito forte com São Paulo, com a cultura brasileira, e com a vida de emigrante que começou com os eventos de 1861.

assista o video!!!

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Musica popular : La Taranta



Você conhece a Taranta? Assista ao video da Puglia, região
Salento,
a ponta da região Puglia
onde nasceu a Taranta.

Sexta feira, dia 28 de junho, o cantor e compositor napolitano Eugenio Bennato fez um espetáculo de musica no auditório do instituto Dante Alighieri, em São Paulo. Foi um espetáculo que teve uma divulgação muito restrita embora a entrada fosse franca e ele seja muito conhecido na Itália.  Ele com sua banda tocam uma das musicas populares do sul da Itália, chamada de TARANTA, filha da PIZZICA que mais tarde se
Eugenio Bennato
transformará em TARANTELLA. A particularidade de suas 
musicas é que são interpretadas misturando italiano e dialetos das regiões do Sul (dialeto napolitano, dialeto siciliano, dialeto calabrese) com francês, árabe, para deixar o espirito da musica o mais mediterrâneo possível.
A intensão dele é mesmo aquela de retomar aquele ritmo que se podia ouvir nos séculos passados quando os marinheiros passavam meses intermináveis nos navios indo á descoberta de novas terras, conhecendo novas culturas
sentindo-se filhos do Mediterrâneo, dos grandes filósofos gregos e dos grandes alquimistas árabes. O estilo de musica chamado de TARANTA era já conhecido pelos gregos que ocupavam a região do Salento durante muitos séculos antes do ano Mil e que era usado como terapia,  pois antigamente se acreditava que uma tarantula, um tipo de aranha caraterística dos campos áridos e quentes do salto da bota, envenenava os jovens com uma simples
o antidoto ritual
picada constrangendo suas vitima a 
dançar durante horas para expulsar o veneno que os deixava em um estado de histeria. Obviamente não havia aranha alguma que picasse, mas poucos sabem que a histeria dos jovens era só uma desculpa para externar um sentimento de repressão causada pela reprimida vontade sexual imposta pela sociedade.


Dedicando poucos minutos a visão desses vídeos será mais claro como se desenvolvia o rito curativo (1) e também como se desevolve a dança hoje (2).

sexta-feira, 3 de maio de 2013

O vinho é lembrança


Com o friozinho desse final de semana, achei que seria interessante falar de uma coisa que muita gente gosta de fazer para se reunir com os amigos, namorar ou até mesmo para se aquecer  no inverno: ''Beber vinho''.
Na semana passada trabalhei como interprete em uma feira internacional de vinhos, entre alguns goles e conversas com os proprietários de vinícolas tive a oportunidade de aprender algumas características que os enólogos observam para diferenciar os vinhos, como por exemplo, a subjetividade da escolha.
Não depende somente da safra, da idade ou da casa vinícola a qualidade de um vinho, pois aquilo que pode ser maravilhoso para alguns, nem sempre
transmite a mesma sensação para outros.  O olfato e o sabor de um vinho unidos são fatores de extrema importância, pois nos remetem lembranças.

A intenção do vinho é justamente essa, segundo Antonio Patricelli sócio da casa vinicula Collefrisio (www.collefrisio.it). 

O vinho é lembrança.

O vinho é lembrança esse é o primeiro fator que faz um apreciador, preferir um vinho a outro. Na hora que as fragrâncias de um vinho atingem nosso cérebro, automaticamente muitas lembranças são elaboradas. As fragrâncias de frutas vermelhas, cacau, tabaco, ameixa branca, maracujá, flores remetem a sensações vividas, fragmentos da infância, lugares etc. e por isso a escolha do vinho acaba sendo totalmente subjetiva.

É claro que não é tão simples identificar todos os odores e fragrâncias de um vinho. Para muitos é quase imperceptível se os tons são frutados, amadeirados, florais ou de outras essências, por isso os someliers que possuem um olfato aguçado e preparado para isso só de aproximarem uma taça conseguem distinguir todos os tons utilizados no preparo daquele vinho.
Para provar essa sensação, segue a dica: quanto mais oxigenado o vinho, mais fragrâncias ele exalará. 
Fechar os olhos e deixar que os perfumes invadam seu cérebro é um segundo passo para permitir que as suas papilas gustativas sejam aguçadas e o sabor seja mais bem distinguido e por fim, colocá-lo na boca e deixar que os sabores recuperem todas as suas memórias que farão com que você goste ou não daquele vinho.
Parece simples. 

Quem se arrisca a palpitar?
Para quem se interessar, na próxima publicação vou dar dicas de vinícolas abertas ao público na Itália. Quem tiver sugestões, por favor, fiquem a vontade para dividi-las.